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Você sabe qual é a melhor opção de açúcar para diabéticos?

Com a popularização de diversos adoçantes e tipos de açúcares, pode ser difícil entender o que, realmente, faz bem para a saúde.

A diabetes é uma enfermidade que atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Ela é uma doença crônica resultante da incapacidade do corpo de produzir insulina ou de empregá-la de forma adequada.

A insulina, por sua vez, é um hormônio necessário para controlar a glicose no sangue.

Muitas vezes, a diabetes demora a ser diagnosticada, mas, depois de descoberta e tratada, é possível conviver bem com ela.

Ao descobrir a doença, é preciso fazer alguns ajustes na dieta, e a primeira preocupação talvez seja sobre o que fazer quanto ao consumo de açúcar.

Afinal, sabe-se que ele deve ser evitado, mas como fazer isso? É o que você descobre neste conteúdo!

Como substituir o açúcar para diabéticos?

A diminuição do consumo de açúcar é uma das grandes dificuldades de quem faz dieta, mas para os diabéticos essa é uma atitude obrigatória.

O açúcar nada mais é do que um carboidrato, mas com um dos níveis glicêmicos mais altos.

Quando um diabético consome muito do alimento, o corpo não dá conta de processá-lo e o nível de glicose no sangue se eleva demais.

Boa parte dos açúcares são feitos a partir da cana-de-açúcar, mas existem diversos tipos e características.

O primeiro ponto importante é saber que quanto mais refinado, menos benefícios ele vai trazer – por isso, deve ser evitado.

O açúcar branco, ou refinado, como já diz o nome, passa por um grande processo de refinamento em que são usados aditivos químicos para que ele fique no tom branco.

Nesse processamento, suas vitaminas e sais minerais se perdem.

O açúcar cristal e o açúcar light são semelhantes ao branco e também são contraindicados aos diabéticos.

Por fim, o açúcar mascavo, é o alimento na forma bruta, obtido a partir do cozimento do caldo da cana-de-açúcar e não passa por processo de refinamento.

Apesar do mascavo manter grande parte dos nutrientes, como cálcio, ferro e sais minerais, orientamos, portanto, que você os substitua e opte por caminhos mais naturais, como destacamos a seguir.

Adoçante natural

Qualquer pessoa deve procurar opções de açúcares mais saudáveis, que mantêm mais nutrientes e que sofrem menos alterações químicas em sua produção.

Conheça as principais opções de adoçantes naturais, aqueles que são obtidos a partir da extração de frutas e vegetais.

Xilitol

O xilitol é um adoçante extraído de frutas e vegetais e tem um índice glicêmico muito baixo, sem necessitar da insulina para ser metabolizado.

Essa sua propriedade faz dele um dos mais indicados para os diabéticos.

Eritritol

Adoçante natural sem calorias, o Eritritol confere sabor a uma variedade de alimentos e bebidas, substituindo o açúcar para diabéticos.

Tem alta tolerância digestiva e baixo índice glicêmico, sendo seguro para diabéticos, não elevando os índices de insulina no sangue.

É encontrado em frutas como pera, melão e uva.

Sua forma industrializada resulta em um pó branco cristalino.

Stevia

Esse adoçante natural é obtido a partir das folhas de uma planta chamada Stevia rebaudiana Bertoni.

Ele tem um sabor levemente amargo, mas a sua capacidade de adoçar é 300 vezes maior do que a do açúcar comum.

Ainda assim, ele é um adoçante que tem zero calorias e carboidratos.

Maltitol

Outro adoçante extraído de frutas e vegetais, o maltitol pode ser encontrado na forma cristalina ou em xarope.

Pode aparecer em iogurtes e leites com sabor, por exemplo.

Tem baixo índice glicêmico, o que o torna boa indicação para portadores de diabetes.

Entre seus benefícios, está a não produção de cáries.

Mel

Alimento natural, produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores, o mel pode ser utilizado como substituto ao açúcar para diabéticos.

É mais doce, fácil de conservar, não estraga e ainda agrega uma série de benefícios à saúde.

Fonte de energia, tem ação antioxidante e protege contra doenças.

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Adoçante artificial

Os adoçantes artificiais, ou seja, sintéticos, feitos de substâncias químicas, conferem o sabor doce para os alimentos, mas não têm calorias.

Mesmo que eles tenham sido criados para o uso de diabéticos, hoje são utilizados amplamente em produtos dietéticos.

Vale a pena conhecê-los, embora seu consumo não seja indicado.

A razão para isso é que há alegados riscos à saúde, além de não serem nutritivos.

Conheça alguns dos mais comuns a seguir.

Sacarina

Foi o primeiro adoçante artificial a ser criado, por volta de 1879, e é derivado do petróleo.

Ele tem a capacidade de adoçar pelo menos 200 vezes mais do que a sacarose. 

A sacarina deixa um sabor amargo e é contraindicado para pessoas hipertensas, já que apresenta alto nível de sódio na composição.

Aspartame

É um dos mais usados atualmente na fabricação de bebidas, sobremesas, iogurtes e até pastilhas.

Tem um grande poder edulcorante e não deixa sabor residual amargo ou metálico como algumas outras opções artificiais.

Acesulfame-K

Conhecido também como acessulfame de potássio, esse adoçante é muito utilizado em produtos industrializados.

Ele é cerca de 180 vezes mais doce do que as soluções de sacarose.

Ciclamato de sódio

Também é fabricado de um derivado do petróleo e é cerca de 30 vezes mais doce que a sacarose.

Seu consumo é proibido em alguns países devido a estudos que apontam que a substância pode estar ligada ao aparecimento de tumores.

Diabéticos podem consumir açúcar mascavo?

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Diabetes, quem sofre dessa condição pode, sim, consumir o açúcar mascavo.

A recomendação é que a quantidade utilizada seja computada como valor calórico e gramas de carboidrato, pois ele eleva a glicemia.

No entanto, os nutrientes presentes no açúcar mascavo, característica que o torna mais indicado do que o refinado, podem ser supridos por meio de outros alimentos mais naturais.

Por isso, a recomendação para diabéticos seria outra opção com menor índice glicêmico.

Afinal, qual é a opção mais saudável para diabético?

Essa é uma pergunta difícil de responder, já que não existe um consenso sobre nenhum tipo de açúcar para diabéticos ou adoçante.

Porém, temos algumas certezas:

  • Dê preferência aos menos processados e refinados; tenha atenção à quantidade de substâncias químicas que você está consumindo.
  • Tenha cuidado e controle com as quantidades ingeridas ao utilizar qualquer tipo de açúcar.
  • Confira sempre os rótulos dos produtos.

Conclusão

Sabemos que pode ser um tanto desafiador decidir qual é a melhor opção de consumo para diabéticos.

Recomendamos sempre a opção por adoçantes naturais, pois os adoçantes são mais saudáveis e nutritivos do que produtos artificiais.

Considere ainda que pacientes com a doença precisam ter um controle maior da sua alimentação, além de contar com a ajuda de um especialista.

Esperamos que este artigo tenha tirado algumas das suas dúvidas.

Lembre-se de que nunca é tarde para desenvolver hábitos mais saudáveis.

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